Desenvolvendo novas ações na comunidade

Um dos objetivos do projeto Mucuripe da Paz – desenvolvido pelo Instituto Terre des hommes Brasil com o cofinanciamento da Kindernothilfe – é fortalecer o protagonismo juvenil com a participação direta de adolescentes e jovens beneficiários em ações na comunidade, nas escolas e na Rede de Proteção de Crianças e Adolescentes do Grande Mucuripe.

Um dos destaques que atualmente faz parte do projeto é a jovem Karen Gomes, de 18 anos, que passou a fazer parte do Mucuripe da Paz há aproximadamente dois anos e meio, tempo que a fez se tornar hoje uma pessoa mais empoderada e capacitada para ajudar a comunidade onde reside no bairro Vicente Pinzón, em Fortaleza.

Antes, ela considera que a sua vida era um pouco pacata, não tinha oportunidades de acesso à informação sobre os seus direitos e enfrentava uma crise existencial que impactava até no relacionamento interpessoal com outras pessoas e na família. Contudo ela conheceu o projeto e a sua vida tomou outra direção, assim como outros adolescentes que tinham uma história parecida com a dela.

Quando eu entrei no Mucuripe da Paz eu me senti muito acolhida e melhorou muito a questão da minha autoestima também. Posso dizer que melhorou até o relacionamento com os meus próprios pais, porque quando passei a fazer parte do projeto, eu e a minha família passamos a ser acompanhados e a situação começou a mudar para melhor.

Karen Gomes.

Karen atualmente está o 1º semestre do Curso de Serviço Social em uma universidade particular na capital cearense. A escolha pelo curso foi influenciada por conta de sua vivência e da sua participação nas ações do projeto. A jovem passou a fazer parte dos círculos de diálogos e de resolução de conflitos; a participar de debates comunitários; fez diversos cursos de formação, como o de produção e edição de vídeos amadores, de fanzine e de círculos de diálogo; a se envolver em ações sociais na comunidade e nas escolas; e até a ministrar palestras para outros jovens.

No mês passado, ela participou de um debate na rádio Universitária FM 107,9 sobre o tema Potencialidades da juventude na prevenção da violência em Fortaleza, onde compartilhou com os ouvintes as atividades do projeto Mucuripe da Paz.

A estudante conta que a atividade que mais lhe marcou até o momento foi um círculo de diálogo que participou no segundo semestre de 2018 com crianças e pré-adolescentes na Escola Municipal Professora Belarmina Campos sobre bullying, um tipo de violência comum que acontece entre os alunos no ambiente escolar. “Algumas crianças se emocionaram e falaram como elas estavam a se sentir naquele momento do círculo. Nós tivemos até teve uma conversa com as vítimas e os ofensores. Na oportunidade, conseguimos ouvir as duas partes e foi muito enriquecedora a experiência”, afirmou a jovem.

É devido a esses resultados positivos que Karen vê como relevante a participação dos adolescentes e jovens no projeto Mucuripe da Paz com ações em comunidades do Grande Mucuripe:

O projeto é muito importante para a nossa comunidade, porque estamos muito carentes de apoio social. Quando nós temos alguém para poder conversar ou compartilhar algo sobre o que estamos a passar e essas pessoas nos entendem, isso faz com que nós nos sintamos acolhidos e mais valorizados. Os debates comunitários, por exemplo, traz muita informação sobre os nossos direitos. Então, querendo ou não, isso traz paz para nós e para a comunidade.

Para a estudante, um dos impactos benéficos que o projeto Mucuripe da Paz traz para a comunidade é que proporciona o afastamento de outros jovens das drogas e da criminalidade, com o envolvimento deles nas atividades.

Eu vejo a participação dos adolescentes como sendo de muita importância para o desenvolvimento social deles. Na comunidade onde moramos, existem muitos adolescentes carentes do carinho de pai e de mãe e o projeto veio como se fosse uma mãe, uma segunda mãe, porque no projeto nós temos com quem conversar e expressar realmente quem nós somos.

O Mucuripe da Paz tem para mim um significado muito especial. Representa paz, amor e união. Nós somos realmente uma família. Hoje em dia, nós adolescentes temos uma relação de irmãos mesmo, não é nem mais de amigo ou de companheirismo no projeto, mas já sinto como se eles fossem meus irmãos.

Karen Gomes.

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