Oficina sobre gênero e socioeducação

O Instituto Terre des hommes Brasil realiza pela terceira vez, neste ano, a oficina de gênero e socioeducação para operadores do sistema socioeducativo do Estado do Ceará. O objetivo da oficina é discutir os desafios de debater as relações de gênero com adolescentes e jovens privados de liberdade do Sistema Socioeducativo.

Além de criar subsídios sobre a pauta para auxiliar os profissionais do sistema de garantia de direitos e do seu papel institucional diante do tema. O debate sobre gênero no sistema socioeducativo tem sido um tema recorrente diante dos casos de preconceito e desrespeito que adolescentes vivenciam por conta da falta de informação do estado.

A oficina falou com conceito de gênero, inserção entre gênero e socioeducação, apresentou estudos de caso, as nomenclaturas que devem ser utilizadas e respeitadas com os adolescentes e recomendações importantes que podem auxiliar os profissionais que trabalham diretamente com esse público.

Para o advogado e assessor técnico em Justiça Restaurativa do Instituto, Carlos de Melo Neto, acredita que reconhecer a importância sobre a temática é o primeiro passo para ocorram mudanças.

“Falar sobre gênero é pensar a nossa prática e isso dever acontecer em todo o espaço, inclusive, no socioeducativo. Os profissionais devem conhecer e se qualificar para o atendimento socioeducativo”, enfatiza Carlos.

O educador social e integrante do Coletivo Arruaça que atua na luta da população de rua, Felipe “corea”, disse que o curso proporciona instrumentais que possibilitam mudar as suas condutas sobre o tema.

O curso me apresentou material argumentativo para desconstruir diversos discursos que me foram ensinados durante a vida. Conheci pessoas, compartilhei vivências e acrescentei novos conceitos para o meu trabalho.

Felipe

Por fim, a psicóloga e assistente técnica da Superintendência do Sistema de Atendimento Socioeducativo do Estado do Ceará (SEAS), Rosane Martins, disse que o curso ajudará os profissionais do socioeducativo que ainda tem pouco subsídio sobre a temática.

“Precisamos refletir sobre as diferenças que fazem parte da sociedade e que também compõem o sistema. Neste intuito, o curso com subsídios para os prestadores de serviço do socioeducativo que precisam compreender essa diversidade e trabalhar com compromisso na qualidade do atendimento socioeducativo”, finaliza Rosane.

Sobre a oficina
A atividade aconteceu durante toda a manhã do dia 19 de dezembro na sede do instituto. O curso teve uma carga horária de 4 horas de duração, com direito a certificação dos participantes.

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