Instituições recebem certificado pela atuação no âmbito dos direitos humanos; TDH é agraciado

A violência e, sobretudo o assassinato de adolescentes, foi mote, lá em 2012,  para o início das atividades do Fórum de Escolas pela Paz no Bom Jardim. A ação conjunta tem chamado atenção para a crescente violência na periferia de Fortaleza.

O Fórum conta, atualmente, com 21 organizações participantes, entre escolas públicas estaduais, coletivos de juventudes, organizações da sociedades civil, grupos de universidade, equipamentos culturais e equipe da governadoria.

No âmbito do trabalho do Fórum, o Instituto Terre des Hommes (TDH) atua como a organização da sociedade civil que se soma ao conjunto de escolas no intuito de auxiliar e fortalecer o trabalho, principalmente no âmbito da prevenção da violências e da prevenção principalmente da violência sexual.

Recentemente, para “premiar” o trabalho das escolas, o Fórum entregou certificados às instituições  que desenvolveram atividades escolares ligadas ao tema dos direitos humanos durante o ano de 2022.

“Acho que é importante ressaltar que, mesmo em meio às dificuldades, incluindo a própria questão educacional, dos conteúdos em si que elas precisam ofertar aos alunos, as escolas têm se esforçado pra também fortalecer com eles o que são direitos, como podem buscá-los, melhoria de vida, o cuidado com  a prevenção da violência, isso dentro  de uma rotina que já é pesada”, comenta assessora técnica do TDH Brasil, Evelyne Lima.

A assessora do TDH comenta ainda que o trabalho do Fórum acaba impactando na vida dos estudantes “porque a escola ela recebe tudo que eles vivenciam fora e também o que eles vivenciam lá dentro. Então, impacta na vida deles poder ter a escola como esse lugar que é seguro, como esse lugar que protege e que, quando a situação de violência acontece dentro das instituições, eles podem ver que elas sabem lidar com a situação ou pelo menos tentam”.

Mais sobre o Fórum

De acordo com assessora de juventudes do Centro de Defesa da Vida Herbert de Souza (CDVHS), Ingrid Rabelo, “a instância tem como principal objetivo desenvolver estratégias de enfrentamento às violações de direitos que atingem adolescentes e jovens que por sua vez afetam o desempenho escolar dessas pessoas. Além de ser um espaço de articulação para promoção de atividades culturais e de formação em direitos humanos”.

Entre os avanços já alcançados estão a reforma de unidades de ensino; discussões sobre marcadores sociais como gênero, raça e classe social no cotidiano escolar, principalmente depois de 2016, ano em que estudantes protagonizaram a luta por uma educação integrada e conectada com a realidade social das juventudes, através das ocupações nas escolas; além da realização de ações conjuntas e articuladas como participação em  eventos  de prevenção à Violência como a Semana Estadual Cada Vida Importa.

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